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"Lindomar Stenzel volta a atacar em Curitiba"

(Critica de Jonatan Silva sobre os livros "O portugues dos olhos verdes" e "Uma mulher muito perigosa" publicada em Parana-Online em 17-04-2015)

Todo curitibano é um sujeito discreto. Até o mais “incomum” dos cidadãos é discreto. Essa talvez seja a chave para entender o porquê de os personagens de Curitiba serem mansos, pouco afeitos ao espalhafato. Do vampiro à santa popular, ninguém foge à regra. Nem mesmo o detetive curitibano. Quando o jornalista e escritor Edilson Pereira - precisa dizer que ele discreto? - criou Lindomar Stenzel não pensou em outra coisa que não fosse o um homem camuflado na multidão, mas nem por isso incapaz de solucionar os mistérios que lhe cabem da cidade. Esse ar insuspeito de Curitiba é o cenário perfeito para as histórias de crime, mistério e paixão escritas por Pereira. Seus novos livros, Uma mulher muito perigosa e O Português dos olhos verdes (Baskerville, 116 págs., e 245 págs.), lançados no formato “dois em um”, não criam contradição sobre a questão.

Tanto o “patrício” misterioso quanto a mulher cheia de melindres são cidadãos acima de qualquer suspeita, que andam pelos mesmos lugares que qualquer um de nós. As duas histórias caem no colo de Stenzel que, apesar de sua discrição, não se faz de rogado. Pode parecer típico das histórias policiais, mas em Curitiba, uma espécie de Twin Peaks brasileira, nada é tão típico assim e merece ser vasculhado a fundo. Stenzel, a quem a inteligência e a sagacidade em nada deixam a desejar a Dale Cooper, é o encarregado de descobrir as peças de cada quebra-cabeça.

Em Uma mulher muito perigosa, Lindomar Stenzel recebe a visita de uma “dona de arrasar”: Maria Bevilacqua, que está à procura de sua irmã, desaparecida em Curitiba. Giovana fugiu com um arquivista chamado Henrique Vadjovski e Maria precisa encontrá-la. Aí entra o detetive curitibano. Já em O Português dos olhos verdes, Pereira usou uma experiência pessoal - ou quase - para contar a história de um homem, também muito discreto, que se revela um outro alguém. Edilson Pereira transpõe para Curitiba aquilo que Orson Welles narrou em O Estranho (1946).

“A história começou a partir de dois episódios: a compra de um livro de 1766 num sebo em Curitiba em outubro do ano passado. O livro é a versão para o alemão de “Metamorfoses” de Ovídio. Como chovia, eu fiquei conversando com a dona do sebo e ela me contou uma história curiosa. Ela comprou o acerto que pertenceu a um português, que morreu com 96 anos e cuja mulher queria se livrar daquilo rapidamente. A compra foi por um preço ínfimo. Ao chegar em casa e verificar com atenção o conteúdo de caixas de livros, máquinas fotografias, ela encontrou latas lacradas. Eu procurei responder a pergunta escrevendo o romance”, explica o escritor.

É, mais ou menos, como Sylvia Plath escreveu - pouco antes de colocar sua cabeça dentro do forno - no poema “Daddy”: “toda mulher adora um fascista” .

Folhetim 

Conhecido pelos folhetins publicados na Tribuna do Paraná e no Paraná Online, Edilson é um jornalista e escritor que se desdobra em muitos. Contos, poemas e peças teatrais também fazem parte do sua produção literária. A dramaturgia, por sinal,rendeu ao autor dois prêmios da Funarte. Os poemas foram publicados em antologias organizadas pelo governo do estado.

A jornada pelo folhetim começou em 2007, quando publicou na Tribuna A Dama do Largo da Ordem. Depois, outros quatro contos vieram. As séries “Tribuna da Verdade” e “Crime da Paixão” se transformaram em coqueluche e demonstraram o interesse do público em uma literatura que muita gente já considerava fora de moda. Pouco a pouco, criou-se uma espécie de pulp fiction das araucárias.

“Depois, com o fim de O Estado do Paraná, passei a escrever histórias de crimes e paixão tiradas da vida real. As séries tiveram boa repercussão, a vida real alimentava a ficção. E foi assim quase naturalmente que o trabalho evoluiu nesta direção”, relembra Edilson.

Onde comprar

O livro duplo Uma mulher muito perigosa/O Português dos olhos verdes está à venda no Sebo Novo, por R$ 25. A loja fica na rua José Loureiro, 306, no Centro.



Escrito por Iskandar às 17h21
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"O submundo é feito também de iates, mansões e carrões" (Entrevista de Jonatan Silva sobre os livros "O portugues dos olhos verdes" e "Uma mulher muito perigosa" publicada em Parana-Online em 17-04-2015)

 

O jornalista e escritor Edilson Pereira acaba de lançar seus dois novos livros: O Português os olhos verdes Uma Mulher muito perigosa - no formato "dois em um". Os romances têm como protagonista o detetive curitibano Lindomar Stenzel, criação do próprio Edilson, uma mistura romântica dos galãs do cinema noir e o Vampiro de Curitiba.

Confira abaixo o bate-papo com com o escritor.

A literatura policial é seu “carro-chefe”, mas você também escreve poesia. Apesar das diferenças entre os gêneros, você caminha com naturalidade entre os dois. Por que você decidiu se dedicar aos contos policiais (que muitas vezes - e erroneamente – é considerado um subgênero)?

Eu não diria carro-chefe. Aconteceu de eu ter começado a publicar ao mesmo tempo em que fazia algumas séries sobre crimes para a Tribuna do Paraná e achei oportuno registrar em livro histórias que foram publicadas nas páginas do jornal e outras que havia escrito e estavam na gaveta. Durante muito tempo houve realmente certo preconceito com a literatura policial. Mas a cortina foi rasgada há tempo. No meu caso todos estes gêneros se cruzam porque de certa forma sempre estive entre eles. Há quinze anos me dediquei à dramaturgia e fui laureado duas vezes pela Funarte. Tenho doze peças. Mas por volta de 2005 eu já acumulava contos do gênero crime e mistério suficientes para publicar um livro. E publiquei em 2012 “Uma profissão tão antiga quanto a tua”. Por volta de 2007, a Tribuna se interessou por folhetins. Escrevi o primeiro, A Dama do Largo da Ordem, que começou a ser publicado em 2010. Animado com a publicação, escrevi mais quatro. Depois, com o fim de O Estado do Paraná, passei a escrever histórias de crimes e paixão tiradas da vida real. As séries tiveram boa repercussão, a vida real alimentava a ficção. E foi assim quase naturalmente que o trabalho evoluiu nesta direção.

Os livros têm como protagonista Lindomar Stenzel. Curitiba é habitada por diversos personagens míticos, desde vampiros a super-heróis e Stenzel também faz parte desse cenário. Como surgiu a ideia de criar um detetive tipicamente curitibano?

Eu acho que estes personagens míticos surgem porque o curitibano comum é discreto. Até o curitibano incomum, talvez seja discreto, mas como ele desenvolve uma atividade em que fica exposto ele se torna “incomum”. Vejamos: o Dalton Trevisan é o Vampiro de Curitiba. É um sujeito discreto. O Claudio Seto, que foi chamado de Samurai de Curitiba, era também um sujeito muito discreto. O Valêncio Xavier, que foi chamado de Frankenstein de Curitiba pela Folha de São Paulo, embora às vezes propositalmente espalhafatoso, era discreto. Até o Oil Man, ele não é indiscreto porque anda nu de bicicleta pela cidade. Mas tente olhar para ele: é um sujeito tímido e com aparência assustada o que torna a sua nudez ainda mais escandalosa. Ao criar um detetive em Curitiba, não poderia ter como modelo um policial qualquer, mas um cidadão com este perfil: discreto ao máximo. Eu pensei num sujeito misterioso e zeloso de sua privacidade como Dalton Trevisan, passeando incógnito e desejando não ser incomodado. Eu queria um detetive daquele jeito. Esta é razão de a primeira história de Lindomar Stenzel começar justamente quando ele se encontra aposentado, enfurnado num escritório sem querer ver ninguém. Para as histórias que vieram depois eu tive que me virar, fazendo dele um Humphrey Bogart meio parecido com o Valêncio Xavier.

Você retrata com frequência o universo “barra pesada” de Curitiba, algo muito próximo ao que João Antônio fazia. Por que o submundo – escondido entre pequenas portinhas de hotéis e clubes – desperta tanto fascínio?

Todos os dramas interessam, mas nem todos são divulgados ou conhecidos. Todas as tragédias alimentam a criação, não apenas a literária, mas também cinematográfica. Ocorre que no Brasil ainda há muitos pobres e estes bolsões de miséria criam ambientes barras pesadas. Este é um aspecto. Há também tragédia na classe média e classe alta. Não com a mesma frequência. Alguns casos na alta sociedade ficam abafados e o acesso às informações é mais difícil. Agora estes são apenas aspectos de uma mesma questão. O submundo e a alta sociedade têm canais de comunicação. O que se chama de “à margem da lei” acontece quando as pessoas deixam de agir de acordo com as normas civilizadas. E isto acontece em todas as camadas sociais. No submundo têm barras pesadas, mas também tem os bacanas, que, muitas vezes, como na pirâmide social, são os que comandam todo o negócio. Muitas vezes quando se fala em “ambiente barra pesada” na realidade está falando apenas da franja de um problema e não dele todo.

Agora a segunda parte de sua pergunta: as pessoas sentem fascínio pelo submundo também não é por algo específico. Para alguns, é a chance de ganhar mais dinheiro, mesmo sabendo dos riscos. Neste caso o fascínio é por dinheiro. Há os que gostam de viver perigosamente. Neste caso é a atração pelo perigo. Há os que caem por estarem doentes, como o caso dos drogados. Neste caso, é para manter o vício tem que viver de expedientes criminosos. Muitas garotas são atraídas porque há um mundo fascinante, de prazeres sem limites, de sujeitos aparentemente poderosos que da noite para o dia aparecem com carrões, dinheiro e viagens internacionais. Neste caso, é uma mistura de atração pelo poder e pelo prazer de viver no luxo. Muitas garotas ansiosas pela fama não percebem que estão entrando na porta errada, para o submundo do crime. O submundo, é bom que se diga, é feito de portinhas pequenas com luzes vermelhas em hotéis e clubes, mas não só disso. É feito também de iates, mansões e carrões. Talvez a facilidade com que se chega a esta segunda parte exerça mais fascínio do que aquelas “pequenas portinhas de hotéis e clubes”.

Existe alguma “pesquisa de campo”?

Veja bem os casos destes dois livros que estão saindo em um só volume: “Uma mulher muito perigosa”, que foi publicado em capítulos na Tribuna com o nome de “O Pavão Tatuado”, é na realidade a transposição do enredo de “O falcão maltês” para Curitiba. Foi uma adaptação assim como o filme de faroeste “Sete homens e um destino” fez com o filme japonês “Os sete samurais”, o que não impediu de ambos se transformarem em clássicos. No caso de “O português dos olhos verdes”, houve pesquisa, mas a história começou a partir de dois episódios: a compra de um livro de 1766 num sebo em Curitiba em outubro do ano passado. O livro é a versão para o alemão de “Metamorfoses” de Ovídio. Como chovia, eu fiquei conversando com a dona do sebo e ela me contou uma história curiosa. Ela comprou o acervo que pertenceu a um português, que morreu com 96 anos e cuja mulher queria se livrar daquilo rapidamente. A compra foi por um preço ínfimo. Ao chegar em casa e verificar com atenção o conteúdo de caixas de livros, máquinas fotografias, ela encontrou latas lacradas. Quando foi abrir, descobriu que eram dentes de ouro. Muitos dentes. Ela fez expressão de mistério: de onde este português tirou estes dentes? E porque ele tinha livros alemães? Eu procurei responder a pergunta escrevendo o romance. Claro que pesquisa é necessária, mas o que deflagrou a história não foi ela. A pesquisa no caso é acessória.

Aos poucos, a literatura policial ganha o reconhecimento e o espaço merecidos nas editoras e no próprio mercado. Esse incentivo tem se transformado em bons frutos no Brasil?

Existem muitas pessoas escrevendo historiais policiais hoje no Brasil. Quem começou a escrever histórias policiais com qualidade no Brasil até onde sei foi Rubem Fonseca a partir dos anos 60. Ele traduziu bem o gênero para a nossa realidade. Depois vieram outros. Mas não sei se existem pessoas escrevendo o suficiente para dizer que já existe uma literatura policial brasileira. Este gênero, assim como outros, se ressente de um problema crônico: o brasileiro de uma forma geral lê pouco. Eu acho até que antes, dos anos 50 aos anos 80, havia uma massa maior de leitores de livros de bolso e isto beneficiava a literatura policial que por muito tempo foi considerada subliteratura. Em todo caso, a oferta sempre acompanha a demanda. Veja o caso argentino, onde se lê mais, os livros de crime e mistério criaram reputação mais cedo: Jorge Luís Borges e Adolfo Bioy Casares criaram em 1945 a coleção de livros de literatura policial para a Editora Emecê chamada O Sétimo Círculo que durou até 1983. Foram publicados centenas de livros de bolso de bons autores. As capas eram ilustradas por José Bonomi, artista cubista argentino. A dupla Borges-Casares já tinha escrito em 1942 o que seria considerado o primeiro livro de contos policiais em espanhol: “Seis problemas para Don Isidro Parodi”. No entanto, descobriu-se há alguns anos que Robert Arlt escrevia histórias policiais em Buenos Aires a partir de 1928. Aqui no Brasil as primeiras histórias nos chegaram de forma mais sistemática na revista X-9 através da tradução dos contos publicados na pulp fiction americana. Os livros de bolsos publicados nos anos 50 e 60, até com certo sucesso, quase sempre ignoravam grandes autores do gênero. Tem muito barulho, mas não sei se há muitos leitores.  

 Apesar desse bom momento, escritor de literatura policial ainda precisa caminhar pela publicação independente?

 A questão da produção independente está amarrada ao perfil do mercado editorial brasileiro. Claro que se um editor tiver que optar entre um grande sucesso estrangeiro, que chega ao país acompanhado de resenhas de grandes jornais e revistas internacionais e um barulho que garanta maior poder de atração do leitor nas livrarias ele não vai investir num autor que não conhece. Claro que se um sujeito com visibilidade, como Nelson Mota e Jô Soares, escrever uma história policial, qualquer editora vai ter interesse em publicá-la porque o autor é notoriedade e desperta curiosidade e interesse. Se o livro for bom, melhor ainda. Sem contar que vamos encontrar em várias editoras os selos da Série Negra. Estes selos são feitos para leitores que gostam de livros de mistério e crime, normalmente recheados de autores estrangeiros consagrados e boas histórias, para garantir atendimento a um nicho de mercado. Se um sujeito ganha um concurso ele tem mais chances. Se ele não tem ninguém, ele vai ter muitas dificuldades. Todo autor novo ou desconhecido, assim como ocorre em outros gêneros, vai ter pela frente algo análogo ao caso de um garoto que deseja jogar futebol e bate na porta do Real Madri com um par de chuteiras nas mãos. Ninguém vai olhar para ele. E isto não tem muito a ver com a qualidade do livro. O editor é um comerciante. Ele vai apostar naquilo que tem mais chances de vender. E quanto mais vender, para ele, melhor. Se for bom ou ruim para ele é detalhe secundário. Por isso que um autor novo ou pouco conhecido que deseja ser publicado tem que se virar. E a produção independente está aí para isso. O problema da produção independente é encontrar espaço nas prateleiras das livrarias dominadas pelas grandes editoras. Tem uma cota anoréxica que não dá para o começo. Tudo o que se falou do editor, pode ser dito de novo a respeito do livreiro. É o jogo.  

Existe algum autor contemporâneo que lhe chame a atenção?

Eu começaria respondendo o contrário. Existem muitos autores consagrados que não me chamam atenção porque são chatos. Muitos estão vivos. São famosos, ricos e chatos. Qualquer autor novo pode chamar atenção desde que escreva bem. Um que gostei bastante foi Vachss Andrew que escreveu um livro chamado “Piloto de Fuga”. O sujeito começa o livro assim: “Todo assalto precisa de um piloto de fuga. Não importa quão tranquilo seja o serviço. Se você não fugir com o dinheiro, não adianta nada”. Um bom livro não é complicado. Ele tem que pegar o leitor pelo colarinho e não largá-lo até que termine o livro. Vachss Andrew faz isso.



Escrito por Iskandar às 17h17
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Critica de Esfincter por Jonatan Silva publicada em Parana-Oline em 31-1--2014

 

O jornalista e colunista do Paraná Online Edilson Pereira caminha nu pelas páginas de Esfíncter, livro escrito em janeiro de 2008, mas que só ganhou o mundo neste ano. A prosa direta e as frases rápidas feito um tiro dão o tom do romance. O livro é uma tremenda provocação, a começar pelo título – referência a um músculo “obscuro” do corpo humano.

 A literatura na mão de Edilson Pereira se transforma em um festim: a história de uma “bichinha”, nas palavras do próprio autor, que mata por amor - ou seria por ódio? – é o estopim para aquele que pode ser o primeiro romance policial gay brasileiro. A vida de Julieta, a “bichinha”, é uma comédia de erros, desde o vício no jogo do pai, que para saldar a dívida apostava o corpo do filho, até o crime que, tecnicamente, não cometeu. Pereira é mestre em criar um clima noir moderno, basta vascular suas colunas policiais, ou visitar seus outros livros – A Garota da cidade, A Dama do Largo da Ordem, A Loira do táxi noturno, só para citar alguns -, mas existe um quê de vanguarda para o gênero policial: o fluxo de consciência, as referências mitológicas e a construção da narrativa que permite ao capítulo 16 se tornar um elemento à parte.

 

Barra pesada

O autor é um fino conhecedor da “barra pesada”, por isso, os fortes contornos e a linguagem rápida, versátil e sem rodeios. Não existe pretensão em Esfíncter: está tudo lá e rapidamente a história se completa, capítulo a capítulo e com uma falsa linearidade – ou seria um falso embaralhemento? – das cartas distribuídas pelo jornalista.

 

 

 



Escrito por Iskandar às 17h14
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http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/695863/?noticia=EDILSON+PEREIRA+LANCA+COLUNA+NO+PARANA+ONLINE

Escrito por Iskandar às 21h19
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Programa Em Tese  - TV UFPR - Retrato policialDURAÇÃO: 27 MINUTOSExibido em: 28/08/13

Escrito por Iskandar às 16h09
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Matéria que saiu no jornal Metro (Curitiba), no dia 24 de junho de 2013, uma swegunda-feira.



Escrito por Iskandar às 21h36
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Matéria que saiu em O Diário do Norte do Paraná no dia 23 de julho de 2013, domingo.



Escrito por Iskandar às 21h32
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A Loira do Taxi Noturno

http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/676739/?noticia=JORNALISTA+DE+TRIBUNA+DO+PARANA+LANCA+NOVO+LIVRO



Escrito por Iskandar às 21h12
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Dia 11 de abril de 2013

Autor da “Tribuna da Verdade” conversa com alunos

de comunicação do Centro Universitário UNINTER

Alunos dos cursos de Jornalismo, Produção editorial e Publicidade participaram de um bate-papo com o jornalista e escritor Edilson Pereira. O encontro ocorreu na noite do último dia 2, no auditório do campus Tiradentes e contou com a presença de aproximadamente 100 alunos e professores. Pereira, que está divulgando o livro “Uma profissão tão antiga quanto a tua”, falou sobre seu trabalho no jornal Tribuna do Paraná, onde escreve a sessão “Tribuna da Verdade”. Relatando os bastidores da notícia, ele debateu questões relacionadas à ética da profissão e ao texto jornalístico de gênero literário. Os participantes também puderam fazer perguntas durante a atividade. Ao final, Pereira deixou quatro livros para a instituição. Um dos exemplares foi doado à biblioteca do UNINTER e os outros três foram sorteados entre os que realizaram perguntas ao palestrante. O sorteio ocorreu no dia seguinte, na coordenação de comunicação. Foram contemplados Leandro Franco (PP), Vinícius Camilo (Jor) e Nicolato (prof. Jor).

http://www.grupouninter.com.br/noticias/?p=1297



Escrito por Iskandar às 18h29
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Escrito por Iskandar às 06h29
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Pegada noir no Paraná

Célia Musilli


   “Era o conselheiro quem mandava. Era o deus do universo dele, o rei, o papa, a pátria, o patrão. Ele pegou o pacote que repousava no asse...nto ao lado, rasgou o plástico e tirou a arma. Empunhou. Ele empunhou armas de brinquedo quando brincava na rua. Aquela era a primeira de verdade, cheia de balas. Era pouco pesada , gatilho mais duro. Mas o resto era a mesma coisa. Era só apontar para o lugar certo e espremer o gatilho. Poucas coisas no mundo eram tão simples.”
(Trecho do conto “Fale de amor comigo” que integra o livro “Uma profissão tão antiga quanto a tua”, de
Edilson Pereira/ Ed. Swendenborg/ 2012)

   Recebi o livro de Edilson Pereira que reúne 20 contos policiais, mistura bem dosada de cinema noir e páginas de jornal. Confesso que não estou habituada à literatura policial, mas estou lendo os contos num só gole, gostando de encontrar pegadas do autor em cidades do Norte do Paraná e no submundo curitibano, onde os anos de jornalismo o envolveram com notícias de homicídios que ele transforma em narrativas ágeis e tiros disparados com palavras certeiras. 
  Sexo e sangue permeiam os enredos, mostrando a inconstância eterna da vida dos bandidos talhados com um certo romantismo de cinema e ação de histórias em quadrinhos. Gosto bastante destas referências.

   Trabalhei com Edilson na Folha de Londrina, excelente profissional, dono de um ótimo texto e um apaixonado por literatura. Antes deste livro, ele publicou duas peças em antologias da Funarte (2004/2005) e tem contos publicados tb numa antologia da Imprensa Oficial.
O livro tem 202 páginas, custa R$ 18,00 e pode ser encomendado diretamente ao autor pelo e-mail edilson.pereira@ig.com.br


Escrito por Iskandar às 13h10
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Chamada da intranet do Grpcom (desde 23/01/2013)



Escrito por Iskandar às 17h15
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Mais uma foto e likns do programa de ontem (24/01/2013)

http://www.youtube.com/watch?v=dSJqTCoJJ5w

http://www.otv.tv.br/video/revista-curitiba-24-de-janeiro-de-2013/

 



Escrito por Iskandar às 17h12
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No programa Revista Curitiba

   Na noite de ontem (24/01/2013) estive no programa Revista Curitiba (ÓTV) falando sobre o meu livro "Uma profissão tão antiga quanto a tua". Foi muito bacana. A apresentadora Cibele (de verde no meio) é bonita e inteligente e soube conduzir o programa com um ritmo firme e meio alucinante, que teve uns lances bem legais, como a projeção de trecho do filme A Relíquia Macabra (O Falcão maltês, de John Houston), que me deu gancho pra falar sobre o Pavão Tatuado, folhetim baseado no filme de Houston e livro de Dashiel Hammet, que foi publicado pela Tribuna do Paraná em 40 capítulos. Antes do programa conversei quase uma hora com o Ulisses Riba (ex-Paraná Norte) a quem não via fazia muito tempo, um cara querido daquela geração que entrou na Folha/Paraná Norte em 1986 (Gersey Gorgel, Jotabê Medeiros, Sandro Dalpícolo, Flávio Lanaro, Jogó - fiquei sabendo que ele tá em Londres onde é professor de capoeira, e muitos outros). Apesar de uma virose que anda me deixando meio chapado, foi uma noite muito agradável. Para quem mora em Curitiba e entorno, hoje tem reprise do programa às 22h35.



Escrito por Iskandar às 10h50
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(Matéria no Caderno G da Gazeta do Povo,21/01/2013, Pág. 4) 

Literatura

Verdade “barra pesada”

Escritor lança coletânea de contos cuja temática é o assassinato levado a sério

Edilson Pereira: ofício de cortar palavras aprendido em anos de edição jornalística

   Nos vinte primeiros contos de Uma Profissão Tão Antiga Quanto a Tua, o escritor e jornalista Edilson Pereira mostra por que todos os homens são assassinos em potencial e como matar pode ser tão natural quanto respirar. “Quem nunca ouviu alguém na fila do banco ou o colega dizendo que está com vontade de matar alguém? No meu livro, eles matam à vontade”, disse, em entrevista à Gazeta do Povo.

   No último texto, ele dá a receita que o salvou: escrever histórias de traições, trapaças, vinganças e assassinatos em família. “Às vezes me acusam de ser duro demais. Digo que não sou eu: é a realidade”, defende-se.

   No livro, a arte e o engenho de matar aparecem em seus arquétipos clássicos impregnados de culpa religiosa e desejo sexual, como no texto que dá título à coletânea. “Se a prostituta é a profissional mais antiga, matar – o ofício de Caim – é quase da mesma época. Para não criar um problema teológico, equiparei os tempos de serviço”, brinca.

   O universo da ficção de Pereira se confunde com a realidade crua dos cadáveres desovados em valas com que Pereira se deparou em parte de sua premiada carreira de mais de 35 anos na imprensa. “O jornalismo te dá a prática da escrita e contato com a realidade. Na literatura, eu tinha que procurar onde está enterrado meu sapo neste pantanal e o gênero policial é um dos locais”, explica.

   Para a inveja de alguns colegas aspirantes a escritor, há alguns anos Pereira é repórter especial da Tribuna do Paraná e escreve folhetins policiais repletos de sangue e sexo em que recria com prosa sem floreios os crimes célebres do submundo curitibano.

   Ele conta que há inclusive um projeto “que ainda está sendo formatado”, de transformar os 18 casos da série Tribuna da Verdade em livro. Enquanto isso, ele decidiu editar por conta própria esta coletânea e partir para a “distribuição de guerrilha, de mão em mão”.

Sarjeta

   Toda a estética do livro, desde a capa até os diálogos rudes e secos, tem inspiração “cine-literária”, segundo o autor. Informação que vem das séries de mistério em formato de folhetim vistas nas matinês de cinema na Maringá da infância; de todo o cinema noir e da literatura policial americana – aqueles livros de bolso em que mulheres fatais procuram detetives particulares com o nome pintado no vidro da porta do escritório.

   Os enredos são rápidos e caminham em geral para uma reviravolta e desfecho trágicos. Boa parte dos contos, aliás, parece roteiro pronto de filme policial B, de curta-metragem, à espera do som da claquete.

   Os textos são secos. Ora­ções curtas, sem vírgula, que facilitam a leitura. Algo que, além da tradição do gênero literário, veio de anos como editor de jornal diário: o ofício de cortar palavras inúteis.

   A linguagem e as gírias são aquelas dos “malacos” das quebradas “barra-pesada” de Curitiba nos anos 80. Embora sem menção a tempo e lugar, todos os crimes podem ter acontecido em qualquer esquina brasileira.



Escrito por Iskandar às 06h43
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